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quinta-feira, 16 de abril de 2015

A agência AFP ao serviço da geopolitica do crime

A organização Observatório Sírio dos Direitos Humanos é uma organização opositora ao Governo Sírio, com relações preferenciais aos meios de comunicação social ocidentais e uma aparente rede de contactos no interior do país. A sua actividade consiste em divulgar informações sobre a realidade de guerra desde 2011. Como as outras ONG`s financiadas pelos serviços secretos ocidentais, a estratégia da desinformação e manipulação é conhecida.

Não sendo uma organização isenta e séria, antes um instrumento das forças mais ou menos radicais, contra Assad, e o povo sírio, interessa referir recentes declarações da chefia da organização. 

Assim desde o início do conflito, o chamado Observatório Sírio dos Direitos Humanos assinala 222.271 mortes, com 67.293 civis, incluindo 11.021 crianças. Do lado dos combatentes contra o regime, há 39.848 sírios e 34. 872 jihadistas estrangeiros. Do lado das forças leais a Assad, o dito Observatório assinala 46.843 soldados, 34.872 milícias das Forças de Defesa Nacional, 683 xiitas do Hezbollah e 2.884 de outros países. Assinala o Observatório cerca de 20.000 desaparecidos.

Importa registar a presença de tantos jihadistas estrangeiros, a crer na veracidade dos números. Somos levados a crer que a guerra na Síria é mais do que uma guerra interna, é uma guerra de agressão de potências regionais e mundiais.

Não admira que a agência noticiosa AFP, receptora desta informação tão “qualificada”, se atreva a comentar que a guerra é encorajada pela “inércia da Comunidade internacional, mais preocupada com os avanços do Estado Islâmico do que com a situação na Síria”. Não desconhece a AFP os esforços efectuados na cimeira de Moscovo, para a paz e reconciliação na Síria. Mas a leitura da realidade choca com os propósitos da geopolítica do crime.

Hoje há vozes insuspeitas que reconhecem o papel central da actual elite síria na estabilização no terreno. Não seguramente, a AFP


CR

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