A organização Observatório Sírio dos Direitos Humanos é uma
organização opositora ao Governo Sírio, com relações preferenciais aos meios de
comunicação social ocidentais e uma aparente rede de contactos no interior do país. A
sua actividade consiste em divulgar informações sobre a realidade de guerra
desde 2011. Como as outras ONG`s financiadas pelos serviços secretos
ocidentais, a estratégia da desinformação e manipulação é conhecida.
Não sendo uma organização isenta e séria, antes um
instrumento das forças mais ou menos radicais, contra Assad, e o povo sírio, interessa
referir recentes declarações da chefia da organização.
Assim desde o início do conflito,
o chamado Observatório Sírio dos Direitos Humanos assinala 222.271 mortes, com
67.293 civis, incluindo 11.021 crianças. Do lado dos combatentes contra o
regime, há 39.848 sírios e 34. 872 jihadistas estrangeiros. Do lado das forças
leais a Assad, o dito Observatório assinala 46.843 soldados, 34.872 milícias das
Forças de Defesa Nacional, 683 xiitas do Hezbollah e 2.884 de outros países. Assinala
o Observatório cerca de 20.000 desaparecidos.
Importa registar a presença de tantos jihadistas
estrangeiros, a crer na veracidade dos números. Somos levados a crer que a
guerra na Síria é mais do que uma guerra interna, é uma guerra de agressão de
potências regionais e mundiais.
Não admira que a agência noticiosa AFP, receptora desta
informação tão “qualificada”, se atreva a comentar que a guerra é encorajada
pela “inércia da Comunidade internacional, mais preocupada com os avanços do
Estado Islâmico do que com a situação na Síria”. Não desconhece a AFP os
esforços efectuados na cimeira de Moscovo, para a paz e reconciliação na Síria.
Mas a leitura da realidade choca com os propósitos da geopolítica do crime.
Hoje há vozes insuspeitas que reconhecem o papel central da actual elite síria na estabilização no terreno. Não seguramente, a AFP
CR
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