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terça-feira, 6 de janeiro de 2015
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Penafiel tem o maior surto de tuberculose da Europa
O deputado do PCP Jorge
Machado alertou hoje, em Penafiel, que em algumas freguesias do concelho
ligadas à indústria da pedra encontra-se o maior surto de tuberculose da
Europa.
"Na reunião que
tivemos com o Agrupamento de Centros de Saúde e com o Centro de Diagnóstico
Pneumológico de Penafiel, foi-nos dado esse dado que é assustador",
afirmou o deputado, em declarações à Lusa.
Jorge Machado,
acompanhado de dirigentes locais comunistas, visita hoje algumas empresas
daquele concelho do distrito do Porto que se dedicam à extracção de granitos,
nas freguesias de Luzim e Boelhe.
De acordo com o
deputado, a elevada prevalência de tuberculose e outras doenças do foro
respiratório, que afectará centenas de trabalhadores, está ligada à actividade
de extracção da pedra, sobretudo a inalação se sílica durante vários
anos.
"A maior
incidência de casos de tuberculose na Europa regista-se aqui, nomeadamente nas
freguesias de Luzim e Boelhe e outras limítrofes", acentuou, sublinhando a
sua preocupação.
Por isso, adiantou o
parlamentar, o PCP vai "exigir uma intervenção por parte do Governo para
que se crie um plano de emergência".
O deputado defende que
o plano deve ser acompanhado do reforço de clínicos na região, recordando os
4.000 utentes sem médico de família no concelho de Penafiel são todos das
freguesias onde prevalecem os casos de tuberculose.
Por isso, para o PCP,
impõe-se o reforço de médicos, nomeadamente nas freguesias de Peroselo e Rio de
Moinhos, acompanhado de equipas na área de enfermagem.
Além disso, sinalizou,
impõe-se "uma intervenção global para acudir não só às questões da saúde,
mas também que envolva a Autoridade para as Condições de Trabalho".
Sensibilização junto
das comunidades locais, incluindo no meio escolar, com o apoio de assistentes
sociais, são outras medidas que aquele partido vai exigir ao Governo.
Luzim, Boelhe, Rio de
Moinhos e Cabeça Santa são as freguesias de Penafiel com maior prevalência de
casos de tuberculose.
Segundo o PCP, todos os
anos têm sido sinalizados e internados dezenas de novos casos de tuberculose
pelo Hospital Padre Américo, em Penafiel.
Lusa/SOL
Europa: A Trajectória (Salting the Battlefield)- Trailer - telefilme BBC2
Telefilme de 2014
Reino Unido
92 m
Sinopse
Johnny Worricker (Bill
Nighy) e Margot Tyrell (Helena Bonham Carter) estão fugindo juntos pela Europa,
indo de cidade a cidade na Alemanha. Mas Worricker sabe que a sua única chance
de resolver seus problemas e voltar para casa é confrontar seu inimigo, o primeiro-ministro,
Alec Beasley (Ralph Fiennes). Para fazer isso, ele terá de trazer à tona alguns
fatos desagradáveis sobre os acordos financeiros e administrativos do
primeiro-ministro. Mas Worricker é assombrado pela suspeita de que ele não é a
única pessoa que deseja arruinar o primeiro-ministro.
Créditos
Atores
Diretor e Roteiro
Produtor
domingo, 4 de janeiro de 2015
Coimbra, Janeiro de 2015
iniciativas louváveis de uma estrutura autárquica contra a hegemonia comercial das grandes superfícies de distribuição.
Saúde-se e replique-se em outros locais.
sábado, 3 de janeiro de 2015
sugestão de filme - Complicit
Complicit é um filme inglês de 2013
Director:
Escritor:
Actores:
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
INTERNACIONAL
O Ministério da Energia Ucraniano propôs aos seus
colegas russos estabelecer um contrato de fornecimento de energia a preços domésticos
da Rússia. Antes Moscovo tinha aceite fornecer á Ucrânia carvão e electricidade
sem pagamento antecipado.
Para o bem da Crimeia e para o bem da Ucrânia,
as autoridades ucranianas aceitaram no passado domingo importar electricidade
russa a preços domésticos. “Já se sabe por fontes políticas que o preço da
electricidade hoje em dia é de uns 2100
rublos (IVA incluído) por megavolt, que segundo o cambio oficial supõe unas 688
UAH por megavolt. O Ministério de Energia e Industria do Carvão ucraniano contactou
o ministro de Energia russo Alexander Novak com una proposta para firmar de
forma urgente um acordo nessas condições”, afirma o comunicado ucraniano. Entretanto
o presidente ucraniano Petro Poroshenko classificou de “inaceitáveis” os cortes
eléctricos, “especialmente nestas festas, o provavemente será a razão da pressa das autoridades ucranianas.
O ex-presidente ucraniano Viktor
Yushchenko mostrou-se menos patriota que sus sucessores e recentemente declarou
que a Crimeia e o Donbass são “terras estrangeiras”. Na sua opinião, esses territórios
não têm muito a verf com a Ucrânia. “Apenas há restos do nosso idioma, de nossas tradições,
das nossas igrejas, da nossa cultura”, disse numa recente entrevista a
Ukrainskaya Pravda.
Voltando á energia no passado sábado,
Dmitry Peskov, secretário de imprensa do presidente russo, confirmou o início da
entrega de carvão e electricidade sem pagamento antecipado á Ucrânia. Vladimir Putin tinha tomado a decisão no dia
anterior como gesto de boa vontade. De facto, não se trata unicamente de apoiar
a população irmã do país vizinho durante o rude inverno, mas de salvar a Ucrânia
do iminente colapso energético.
“Como ele próprio disse em numerosas
ocasiões, o presidente Putin não pode retirar o seu apoio ao povo ucraniano nos
momentos mais duros. De facto, o presidente Putin tomou a decisão de retomar
esse fornecimento, independentemente de pré- pagamento, que era o pré -
requisito”, informou Peskov. O vice-ministro de energia russo Dmitry Kozak afirmou
que a Rússia estava disposta a entregar 500.000 metros cúbicos de carvão por
mês, com a possibilidade de duplicar essa quantidade no futuro.
É essencial recordar que a falta de
electricidade levou a Ucrânia a una situação crítica. Devido á escassa produção
de energia, os cortes de electricidade chegaram á Crimeia russa. A península, dependente
em 70% da electricidade ucraniana, consume 1,000 МW por manhã, 900 MW de tarde
y 1,100 MW por noite. A república só é capaz de gerar 350 MW.
A semana passada, Ucrânia cortou completamente
o fornecimento eléctrico á Crimeia. Antes a 26 de Dezembro, manteve a península
sem electricidade durante umas quatro horas. No domingo, o ministro de Energia
da península, Sergey Yegorov, afirmou que Ucrânia assegura um fornecimento limitado
de 400MW em lugar dos 650MW contratualizados. Entretanto, por causa do frio, ,
espera-se que aumente o consumo de electricidade
na Crimeia.
Um pouco
de teoria da conspiração
Porque aceitaria a Rússia tal acordo e decidira
salvar a Ucrânia? Há diferentes interpretações. Alguns blogueiros e analistas
crêem que o Kremlin trata de evitar el colapso do sistema energético ucraniano,
já que as consequências piorariam a situação actual também na Rússia. O custo do colapso seria maior que o fornecimento
gratuito.
A lógica de Moscovo parece ser a
seguinte: A lógica de Moscovo parece ser a seguinte: recentemente produziram-se
numerosos incidentes nas centrais nucleares ucranianas. Todos recordam Chernobil.
Porquê buscar mais complicações? É melhor deixá-los queimar carvão. “Não creio que
haja um plano de sabotagem de Putin no fornecimento de carvão. Não é pela luta
da Crimeia nem pela situação humanitária. Em meio ano, Ucrânia conduziu a sua
indústria nuclear a uma capacidade escassamente operacional. E não necessitamos
que explore reactor nuclear.” Escreveu no Facebook a analista política Irina
Alksnis. “Bom trabalho o de fazer de um país europeu uma marioneta com uma
granada na mão em tão só um ano”, acrescentou. Crimeia não é auto-suficiente e
a sua dependência das infra-estruturas ucranianas não pode ser desprezada,
Todos os problemas da Ucrânia se repercutem na Crimeia.
Internet
oferece também a teoria que não é russo o carvão que se envia á Ucrânia, mas se
trata de carvão de Dombass. Mas desde que os separatistas dominam Donetsk e Lugansk, é desadequado comprar qualquer coisa
deles, segundo as autoridades de Kiev, mas é mais aceitável comprar o mais
neutral carvão russo. É uma possibilidade. O deputado por el Bloque Opositor Nestor
Shufrich já afirmou que se entrega carvão de Donbass á Ucrânia. a Ucrania. Há
que acrescentar que muitos residentes já mostraram a sua indignação por Rússia
ainda não ter encontrado forma de prover a península dos recursos energéticos necessários
para deixar de depender de Ucrânia. Os especialistas advertem da dificuldade, mas
a população exige uma solução.
Por
otro lado, alguns envergonham-se do facto de Moscovo está ajudando Kiev sem
recebir garantias algumas. Como se pode fornecer milhões de quilovátios se se
pode repetir o exemplo do gás: que enviem para a Europa os gases que poderiam
cortar na Crimeia, por exemplo? Para além do mais, como afirma Alexey Pushkov,
presidente del Comité de Assuntos Exteriores da Duma russa, é possível que o
fornecimento de energia sem pagamento antecipado não mude a atitude hostil da Ucrânia
face á Rússia. “Não importa como lidamos com Ucrânia, se há pagamento
antecipado ou não, a sua atitude para connosco não vai mudar: as autoridades de
Kiev mergulharam no rancor”, escreveu no Twitter.
Entretanto o líder do batalhão de voluntários Donbass,
um dos grupos armados que lutam com o exército ucraniano, o deputado Semen
Semenchenko (ou Konstantin Grishin, seu verdadeiro nome ) escreveu no Facebook
que não estava de acordo em vender a pátria em troca de carvão. “Está a pátria á
venda? Em que estou pensando? No carvão e na electricidade que os assassinos e
terroristas russos vão fornecer sem pagamento antecipado, metam na cabeça.
Ucrânia não é a Rússia e se alguém crê que todos vamos esquecer os jovens
mortos em troca de fornecimento sem pagamento antecipado, julgo quem assim pensa
de ve ir a caminho de Rostov. Pátria ou morte! Isto é o que diz os nossos
corações”, escreveu.
El
post de Semenchenko causou a reacção do conhecido blogueiro da Crimeia Boris
Rozhin (Colonel Cassad). “Pode Konstantin vender-se a troco das notas verdes
com caras de presidentes de Estados Unidos e a sua oferta é já de há muito
tempo , tanto antes como depois da dita revolução da dignidade. Os citados jovens
mortos também são mercadoria,” escreveu, escreveu Rozhin num dos seus recentes
artigos. “Em relação á electricidade estivemos ás escuras um par de horas
ontem, e sem cortes hoje, de momento. A
população fala mais do bloqueio ferroviário á Crimeia. Este jogo sujo realmente
prejudica que tem família na Ucrânia” disse.
Ainda que alguns ucranianos sob os
efeitos da propaganda de Kiev creiam que o seu país trava uma guerra contra Rússia,
ambos os países seguem dependendo um do outro. Este detalhe é algo que nunca se
deve esquecer.
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