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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Penafiel tem o maior surto de tuberculose da Europa

O deputado do PCP Jorge Machado alertou hoje, em Penafiel, que em algumas freguesias do concelho ligadas à indústria da pedra encontra-se o maior surto de tuberculose da Europa.
"Na reunião que tivemos com o Agrupamento de Centros de Saúde e com o Centro de Diagnóstico Pneumológico de Penafiel, foi-nos dado esse dado que é assustador", afirmou o deputado, em declarações à Lusa.
Jorge Machado, acompanhado de dirigentes locais comunistas, visita hoje algumas empresas daquele concelho do distrito do Porto que se dedicam à extracção de granitos, nas freguesias de Luzim e Boelhe.
De acordo com o deputado, a elevada prevalência de tuberculose e outras doenças do foro respiratório, que afectará centenas de trabalhadores, está ligada à actividade de extracção da pedra, sobretudo a inalação se sílica durante vários anos. 
"A maior incidência de casos de tuberculose na Europa regista-se aqui, nomeadamente nas freguesias de Luzim e Boelhe e outras limítrofes", acentuou, sublinhando a sua preocupação.
Por isso, adiantou o parlamentar, o PCP vai "exigir uma intervenção por parte do Governo para que se crie um plano de emergência".
O deputado defende que o plano deve ser acompanhado do reforço de clínicos na região, recordando os 4.000 utentes sem médico de família no concelho de Penafiel são todos das freguesias onde prevalecem os casos de tuberculose.
Por isso, para o PCP, impõe-se o reforço de médicos, nomeadamente nas freguesias de Peroselo e Rio de Moinhos, acompanhado de equipas na área de enfermagem.
Além disso, sinalizou, impõe-se "uma intervenção global para acudir não só às questões da saúde, mas também que envolva a Autoridade para as Condições de Trabalho".
Sensibilização junto das comunidades locais, incluindo no meio escolar, com o apoio de assistentes sociais, são outras medidas que aquele partido vai exigir ao Governo.
Luzim, Boelhe, Rio de Moinhos e Cabeça Santa são as freguesias de Penafiel com maior prevalência de casos de tuberculose.
Segundo o PCP, todos os anos têm sido sinalizados e internados dezenas de novos casos de tuberculose pelo Hospital Padre Américo, em Penafiel.
Lusa/SOL


Europa: A Trajectória (Salting the Battlefield)- Trailer - telefilme BBC2



Telefilme de 2014
Reino Unido
92 m

Sinopse
Johnny Worricker (Bill Nighy) e Margot Tyrell (Helena Bonham Carter) estão fugindo juntos pela Europa, indo de cidade a cidade na Alemanha. Mas Worricker sabe que a sua única chance de resolver seus problemas e voltar para casa é confrontar seu inimigo, o primeiro-ministro, Alec Beasley (Ralph Fiennes). Para fazer isso, ele terá de trazer à tona alguns fatos desagradáveis sobre os acordos financeiros e administrativos do primeiro-ministro. Mas Worricker é assombrado pela suspeita de que ele não é a única pessoa que deseja arruinar o primeiro-ministro.
Créditos
Atores
Diretor e Roteiro
Produtor



domingo, 4 de janeiro de 2015

Coimbra, Janeiro de 2015



a divulgação de duas iniciativas da União de Freguesias de Coimbra em defesa da produção nacional de maçã e dos produtores da agricultura biológica.

iniciativas louváveis de uma estrutura autárquica contra a hegemonia comercial das grandes superfícies de distribuição.

Saúde-se e replique-se em outros locais.

sábado, 3 de janeiro de 2015

sugestão de filme - Complicit



Complicit é um filme inglês de 2013

Director:
Escritor:
Actores:

Complicit segue a história de Edward (David Oyelowo), um oficial MI5 desesperado para frustrar o que ele acredita que é outro 11 de Setembro,  uma atrocidade planeada pelo britânico suspeito Waleed (Arsher Ali), apesar da falta de provas conclusivas. Edward, confrontado com o dilema moral fundamental do nosso tempo, é forçada a escolher entre dois resultados moralmente devastadores.

Joan Baez - Diamonds and Rust

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

INTERNACIONAL

A ajuda energética da Rússia á Ucrânia



O Ministério da Energia Ucraniano propôs aos seus colegas russos estabelecer um contrato de fornecimento de energia a preços domésticos da Rússia. Antes Moscovo tinha aceite fornecer á Ucrânia carvão e electricidade sem pagamento antecipado.

Para o bem da Crimeia e para o bem da Ucrânia, as autoridades ucranianas aceitaram no passado domingo importar electricidade russa a preços domésticos. “Já se sabe por fontes políticas que o preço da electricidade hoje em dia é de uns  2100 rublos (IVA incluído) por megavolt, que segundo o cambio oficial supõe unas 688 UAH por megavolt. O Ministério de Energia e Industria do Carvão ucraniano contactou o ministro de Energia russo Alexander Novak com una proposta para firmar de forma urgente um acordo nessas condições”, afirma o comunicado ucraniano. Entretanto o presidente ucraniano Petro Poroshenko classificou de “inaceitáveis” os cortes eléctricos, “especialmente nestas festas, o provavemente será a razão da pressa das autoridades ucranianas.
O ex-presidente ucraniano Viktor Yushchenko mostrou-se menos patriota que sus sucessores e recentemente declarou que a Crimeia e o Donbass são “terras estrangeiras”. Na sua opinião, esses territórios não têm muito a verf com a Ucrânia. “Apenas há restos do nosso idioma, de nossas tradições, das nossas igrejas, da nossa cultura”, disse numa recente entrevista a Ukrainskaya Pravda.
Voltando á energia no passado sábado, Dmitry Peskov, secretário de imprensa do presidente russo, confirmou o início da entrega de carvão e electricidade sem pagamento antecipado á Ucrânia.  Vladimir Putin tinha tomado a decisão no dia anterior como gesto de boa vontade. De facto, não se trata unicamente de apoiar a população irmã do país vizinho durante o rude inverno, mas de salvar a Ucrânia do iminente colapso energético.
“Como ele próprio disse em numerosas ocasiões, o presidente Putin não pode retirar o seu apoio ao povo ucraniano nos momentos mais duros. De facto, o presidente Putin tomou a decisão de retomar esse fornecimento, independentemente de pré- pagamento, que era o pré - requisito”, informou Peskov. O vice-ministro de energia russo Dmitry Kozak afirmou que a Rússia estava disposta a entregar 500.000 metros cúbicos de carvão por mês, com a possibilidade de duplicar essa quantidade no futuro.
É essencial recordar que a falta de electricidade levou a Ucrânia a una situação crítica. Devido á escassa produção de energia, os cortes de electricidade chegaram á Crimeia russa. A península, dependente em 70% da electricidade ucraniana, consume 1,000 МW por manhã, 900 MW de tarde y 1,100 MW por noite. A república só é capaz de gerar 350 MW.
A semana passada, Ucrânia cortou completamente o fornecimento eléctrico á Crimeia. Antes a 26 de Dezembro, manteve a península sem electricidade durante umas quatro horas. No domingo, o ministro de Energia da península, Sergey Yegorov, afirmou que Ucrânia assegura um fornecimento limitado de 400MW em lugar dos 650MW contratualizados. Entretanto, por causa do frio, , espera-se  que aumente o consumo de electricidade na Crimeia.
Um pouco de teoria da conspiração

Porque aceitaria a Rússia tal acordo e decidira salvar a Ucrânia? Há diferentes interpretações. Alguns blogueiros e analistas crêem que o Kremlin trata de evitar el colapso do sistema energético ucraniano, já que as consequências piorariam a situação actual também na  Rússia. O custo do colapso seria maior que o fornecimento gratuito.
A lógica de Moscovo parece ser a seguinte: A lógica de Moscovo parece ser a seguinte: recentemente produziram-se numerosos incidentes nas centrais nucleares ucranianas. Todos recordam Chernobil. Porquê buscar mais complicações? É melhor deixá-los queimar carvão. “Não creio que haja um plano de sabotagem de Putin no fornecimento de carvão. Não é pela luta da Crimeia nem pela situação humanitária. Em meio ano, Ucrânia conduziu a sua indústria nuclear a uma capacidade escassamente operacional. E não necessitamos que explore reactor nuclear.” Escreveu no Facebook a analista política Irina Alksnis. “Bom trabalho o de fazer de um país europeu uma marioneta com uma granada na mão em tão só um ano”, acrescentou. Crimeia não é auto-suficiente e a sua dependência das infra-estruturas ucranianas não pode ser desprezada, Todos os problemas da Ucrânia se repercutem na Crimeia.
Internet oferece também a teoria que não é russo o carvão que se envia á Ucrânia, mas se trata de carvão de Dombass. Mas desde que os separatistas dominam Donetsk e  Lugansk, é desadequado comprar qualquer coisa deles, segundo as autoridades de Kiev, mas é mais aceitável comprar o mais neutral carvão russo. É uma possibilidade. O deputado por el Bloque Opositor Nestor Shufrich já afirmou que se entrega carvão de Donbass á Ucrânia. a Ucrania. Há que acrescentar que muitos residentes já mostraram a sua indignação por Rússia ainda não ter encontrado forma de prover a península dos recursos energéticos necessários para deixar de depender de Ucrânia. Os especialistas advertem da dificuldade, mas a população exige uma solução.

Por otro lado, alguns envergonham-se do facto de Moscovo está ajudando Kiev sem recebir garantias algumas. Como se pode fornecer milhões de quilovátios se se pode repetir o exemplo do gás: que enviem para a Europa os gases que poderiam cortar na Crimeia, por exemplo? Para além do mais, como afirma Alexey Pushkov, presidente del Comité de Assuntos Exteriores da Duma russa, é possível que o fornecimento de energia sem pagamento antecipado não mude a atitude hostil da Ucrânia face á Rússia. “Não importa como lidamos com Ucrânia, se há pagamento antecipado ou não, a sua atitude para connosco não vai mudar: as autoridades de Kiev mergulharam no rancor”, escreveu no Twitter.

Entretanto o líder do batalhão de voluntários Donbass, um dos grupos armados que lutam com o exército ucraniano, o deputado Semen Semenchenko (ou Konstantin Grishin, seu verdadeiro nome ) escreveu no Facebook que não estava de acordo em vender a pátria em troca de carvão. “Está a pátria á venda? Em que estou pensando? No carvão e na electricidade que os assassinos e terroristas russos vão fornecer sem pagamento antecipado, metam na cabeça. Ucrânia não é a Rússia e se alguém crê que todos vamos esquecer os jovens mortos em troca de fornecimento sem pagamento antecipado, julgo quem assim pensa de ve ir a caminho de Rostov. Pátria ou morte! Isto é o que diz os nossos corações”, escreveu.


El post de Semenchenko causou a reacção do conhecido blogueiro da Crimeia Boris Rozhin (Colonel Cassad). “Pode  Konstantin vender-se a troco das notas verdes com caras de presidentes de Estados Unidos e a sua oferta é já de há muito tempo , tanto antes como depois da dita revolução da dignidade. Os citados jovens mortos também são mercadoria,” escreveu, escreveu Rozhin num dos seus recentes artigos. “­­Em relação á electricidade estivemos ás escuras um par de horas ontem, e sem cortes hoje, de  momento. A população fala mais do bloqueio ferroviário á Crimeia. Este jogo sujo realmente prejudica que tem família na Ucrânia” disse.
Ainda que alguns ucranianos sob os efeitos da propaganda de Kiev creiam que o seu país trava uma guerra contra Rússia, ambos os países seguem dependendo um do outro. Este detalhe é algo que nunca se deve esquecer.


em Slavyangrad .es

tradução CR