um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

CLAMOR POPULAR VERTIDO EM DIPLOMA DO PCP


CONSTRUA-SE O IC35!

É urgente a construção integral do IC35. Para esse objectivo aponta o projecto de resolução do PCP aprovado na AR, dia 11, com os votos favoráveis de todas as bancadas á excepção do PSD e CDS, que votaram contra. Esta é uma iniciativa que vai ao encontro das aspirações e necessidades das populações de vários concelhos dos distritos do Porto e de Aveiro, nomeadamente na região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega e no concelho de Castelo de Paiva.

“A construção integral do IC35 tem que sair do papel e ser efectivamente concretizada” exigiu a deputada comunista diana Ferreira, traduzindo seguramente aquela que é também a vontade dos mais de dez mil cidadãos que subscreveram a petição com igual objectivo que esteve conjuntamente em debate com o diploma comunista.

Trata-se de concretizar uma infra-estrutura pela qual o PCP tem batalhado e que é considerada imprescindível não apenas pela resposta que dará às necessidades de mobilidade das suas populações mas também como factor superador de “atrasos estruturais” e potenciador do desenvolvimento daquelas regiões. Esta é uma região das mais pobres da União Europeia., “com uma realidade económica e social marcada pelo desemprego e pela pobreza”, lembrou Diana Ferreira, não duvidando por isso do “impacto significativo” que terá a construção desta infra-estrutura viária para o “desenvolvimento da economia local”, com a criação de “mais e melhores acessibilidades, maior facilidade de escoamento de produtos, assim ajudando ás actividades produtivas existentes” e ao surgimento de novas.

A deputada do PCP realçou ainda o facto de a construção do IC 35 representar uma alternativa á EN 106, via “altamente congestionada, com trânsito motorizado local e de nédio curso, agrícola e pedonal, num percurso sinuoso e sem vedação, com fracas condições de circulação e de grande sinistralidade”.

Razões de sobra, pois, para que finalmente se cumpra os compromissos assumidos pelos governos- mas sempre adiados_ após a tragédia da queda da ponte em Entre-os-Rios, a 4 de Março de 2001.

(em Avante)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

VERGONHA PRECISA-SE, NOS DIRIGENTES MÉDICOS DA SECÇÃO REGIONAL NORTE DA ORDEM DOS MÉDICOS

O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos vai entregar no próximo dia 12 de Janeiro o Prémio Corino de Andrade 2015, este ano atribuído à Dr.ª Maria de Belém Roseira pelos relevantes serviços prestados à Medicina e aos médicos portugueses.
O Prémio Corino de Andrade, foi instituído em 2002, com a finalidade de preservar e invocar a figura do médico e cientista, Dr. Mário Corino da Costa Andrade, primeiro investigador a identificar cientificamente a Paramiloidose, mais conhecida por Doença dos Pezinhos.
A cerimónia de entrega do Prémio Corino de Andrade 2015 está agendada para o próximo dia 12 de Janeiro, pelas 18h30, no Salão Nobre do Centro de Cultura e Congressos da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos.


A ministra da Saúde cuja actuação levou á justíssima e mais significativa greve de médicos é agora premiada com um prémio destes, ainda para mais em plena campanha eleitoral para PR.

 Isto é uma vergonha! O Conselho Regional do Norte presta um péssimo serviço á classe médica. Com a conivência da Dr.ª Maria de Belém. ... sempre disponível para o frete!


CR

domingo, 3 de janeiro de 2016

O DRAMA PRESIDENCIAL

Marcelo Rebelo de Sousa diz que se for eleito Presidente a sua ideia é desdramatizar.

Marcelo não convence. Portugal precisa de alguém que no exercício do mandato de Presidente possa essencialmente responsabilizar. No exercício das suas competências constitucionais, o novo Presidente tem que ser activo, perspicaz, isento, consequente. Os desafios que defrontará exigem uma personalidade exterior ao mundo dos negócios, das corporações, dos interesses subterrâneos, das maçonarias e lobies. Alguém que inspire confiança, exemplo de virtudes e capacidades, ponderação e firmeza.

Um cavaquismo sem Cavaco estará somente interessado em branquear responsabilidades, actos ilegais, compromissos inaceitáveis. O desdramatizar que é esconder, sonegar, ilibar, negociar, perpetuar o mundo sórdido em que vivemos. O verdadeiro drama é a politica do governo anterior do PSD e do CDS, os currículos, as nomeações, os submarinos, as parcerias público-privadas, as amizades espúrias.

CR

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O RETRATO DE UM GOVERNO FASCISTA

"Poroshenko asssasssino"
 No sitio http://ucrania-mozambique.blogspot.pt/, onde se glorifica certamente com mão portuguesa as glórias da junta fascista de Kiev, descrevem-se as “vitórias ucranianas de 2015”. São “incomensuráveis” as realizações sociais e económicas….

12.02.2015: lançado o sistema online de compras estatais “Prozoro” (Transparente)
05.03.2015: aprovada a lei de descomunização da Ucrânia
25.03.2015: os primeiros “Humvees” americanos chegam à Ucrânia
10.04.2015: o pugilista ucraniano Oleksandr Usyk vence o seu oponente russo
08.04.2015: em Yavoriv decorreram os exercícios militares Ucrânia-NATO
16.04.2015: a fábrica “Antonov” apresentou o seu novo An-178
27.05.2015: FC “Dnipro” pela 1ª vez na final da Liga Europa
04.07.2015: o juramento solene em Kyiv da nova polícia ucraniana
17.09.2015: Ucrânia começa a fabricação de espingarda / fuzil de assalto “Malyuk”
07.10.2015: o filme documental “Maydan” é distinguido num festival internacional
15.10.2015: Ucrânia é eleita como membro não permanente do CS da ONU
29.10.2015: no edifício do Parlamento da Ucrânia a estrela soviética finalmente substituída pelo tryzub (tridente) ucraniano
08.11.2015: o pugilista ucraniano Vasyl Lomachenko defende o seu título do campeão na versão WBO
17.11.2015: Ucrânia está no Euro-2016!
02.12.2015: o filme documental ucraniano “Winter on Fire” entra na short-list do prémio Óscar
03.12.2015: o míssil francês, usando os motores ucranianos, é lançado com sucesso

18.12.2015: a EU aprova o relatório ucraniano de liberalização dos vistos   

Passagem do ano 2015/2016 no Porto com Pedro Abrunhosa

RESPOSTA A INQUÉRITO ESCOLAR

   O que pensa sobre os motivos que deram origem à crise dos refugiados?

A chamada “crise dos refugiados” actual é um fenómeno social e politico complexo, com múltiplas causalidades, entre as quais saliento: as guerras, tanto as guerras civis como as decorrentes de intervenção estrangeira, as desigualdades sociais no contexto mundial, o fundamentalismo religioso, tanto muçulmano, como o sionismo judaico, a hegemonia polarizada nos Estados Unidos e em aliados na Europa e no Médio Oriente no contexto do pós – Guerra Fria, o actual desenvolvimento do capitalismo (sobreprodução, escassez de recursos), a demografia, o emprego, as expectativas legítimas mas frustradas das novas gerações, a exaustão de recursos energéticos e problemas ambientais, como a gestão da água.

  Acha que estão a ser tomadas as medidas correctas para lidar com a rota de refugiados do mediterrâneo e com os desastres que lá acontecem? E com as rotas terrestres?

No contexto da multi-causalidade, a resposta da comunidade internacional não pode ser senão global, mas calendarizada por prioridades de actuação.
Em primeiro lugar, a questão ética. A comunidade tem que desenvolver uma consciência global de que é intolerável e injustificável o que se passa, com migrações involuntárias e precárias de pessoas, famílias e mesmo comunidades inteiras, desenraizamento de povos, ruptura abrupta com passado histórico, supressão de direitos, valores e identidades, desaparecimento do Estado e seus serviços, violências sem controlo e sem punição, a destruição da dignidade humana.
Em segundo lugar, a questão humanitária. Os refugiados têm de encontrar em países de acolhimento, de passagem ou definitivos, protecção, alimentação, cuidados de saúde, respeito e esperança.
Em terceiro lugar, a questão politica. A comunidade internacional tem de assumir uma resposta concreta que passa por identificar as forças “causais”, sejam países promotores da guerra (Turquia, Arábia Saudita, Jordânia, Países do Golfo, Israel), sectores da administração americana, grupos armados não-oficiais, recrutadores de jihadistas, mercenários estrangeiros, cultores intelectuais e religiosos de proselitismo religioso e tribal, angariadores de transportes ilegais. E considero oportuno a defesa de construção de Estados seculares, baseados no Direito, e Defesa dos Direitos Humanos reconhecidos internacionalmente, sem interferência ou pressão de condicionalismos externos.

     Acha que os principais países que acolhem refugiados estão a tomar as medidas necessárias? Porquê?

No contexto da resposta particular, após satisfeitos esforços globais, cada país tem procurado responder de acordo com condições concretas especificas nacionais.
Não se pode pedir a Portugal ou á Eslovénia medidas de asilo idênticas á França ou á Suécia ou á Arábia Saudita.

     Para si, quais são as razões dos países que não aceitam acolher os refugiados? Qual a sua opinião em relação às mesmas?

Serão diferenciadas as razões nacionais (emprego, segurança). Não julgo prudente nem útil discutir razões de identidade, defesa de valores e de interesses estratégicos.

E sobre as medidas que esses países adoptam? Em concreto, o que acha do muro de arame farpado que a Hungria ergueu?

Quanto á sua razão, os já construídos “muros” actuais no espaço europeu, seja o “muro” na Hungria ou na Eslovénia, não são diferentes do muro existente na fronteira Estados Unidos da América-México. São realidade físicas que expressam reforços de barreiras alfandegárias e fronteiras de circulação de pessoas e bens. Traduzem, sim, um conflito de interesses (por falta de diálogo?) entre países. Destaco que no actual fase do desenvolvimento humano (capitalista), a circulação de mão de obra, ao contrário da livre circulação de bens financeiros, está regulamentada/ condicionada.  

   Qual o impacto económico, social e cultural da chegada dos refugiados? Nos países que os acolhem? Nos que não os acolhem?

Não julgo que haja um óbvio impacto positivo económico, social e cultural na chegada dos actuais “refugiados”. Penso aliás que a fuga, nestas condições, é desastrosa para os países de origem, quer em recursos humanos quer em perspectivas de reconstrução no futuro. Trata-se portanto essencialmente de um esforço de solidariedade e de consciência universal. Dito isto, não desconheço que a chegada dos refugiados, destes refugiados, pode reforçar as tendências nacionalistas extremas, os revanchismos, numa lógica de “nova cruzada” contra o “invasor”, o outro, o diferente. Importa reler as lições da História (década 20-30 do século passado).

CR