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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

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Relembrando...

CAMPANHA ELEITORAL (OS ÚLTIMOS FACTOS)


10 de Outubro de 2009 - Convém por vezes não nos limitarmos ao evidente, ao adquirido, ao resultado final. Parece ser mais útil tentar chegar ao que é mais periférico, ao formato, ao processo. Falo da campanha eleitoral autárquica em Paredes, naquilo que é possível dela dizer, um dia antes da votação de Domingo.

Em primeiro lugar, tem de dizer-se que não houve um debate sério, com troca de ideias, e avaliação de alternativas. Por culpa de alguns, tal não foi possível. Ao contrário de outras ocasiões, não houve a apresentação dos programas de candidatura e dos candidatos, nos jornais locais, nas rádios e em espaços públicos. Surpreendentemente, não houve a tradicional iniciativa dos rotários, nem a publicitação em jornais de referência dos programas ou textos de candidatura. Não percebo o porquê. Restou a meritória iniciativa da Federação das Associação de Pais no auditório da Casa de Cultura sobre as ideias dos candidatos sobre Educação em que intervieram, e bem, Celso Ferreira, José Calçada e Albano Martins.

Por culpa de alguns, imperou a lógica do silêncio, do absentismo, até de cobardia, numa irresponsabilidade por alguns tolerada, a coberto de dificuldades de agenda da campanha, de pequenas e fúteis razões. Por culpa da candidatura de Artur Penedos, ausente, fugidio, manipulador, completamente desastrado nas opiniões. Por culpa de Manuel Ruão, inseguro, patético e caricato na hora da decisão. Em menor grau, por culpa também de Celso Ferreira, incapaz de manter estatuto de líder, respondendo com megalomania e populismo fácil a críticas das oposições.

Sem debate, o que restou da campanha foi o espectáculo vazio, oco, de políticos falando e mentindo por cartazes e de cartazes substituindo gente, de jantares pagos e de uma escandalosa utilização de opiniões impressas. Longe vão os tempos de uma promessa de uma campanha sem cartazes, sem poluição visual e sonora, formulada pelo senhor vereador Ildebrando Coelho. A campanha excedeu todas as capacidades, todos os orçamentos, todas as racionalidades. Ostentou-se a pequena e a muito grande vaidade, a pequena e a enorme riqueza de alguns, a pequena e a exuberante ambição dos mesmos. Os ricos e poderosos fizeram campanha, pretendendo fazer crer que eram actores desinteressados. Alguns partidos emprestaram o símbolo, a identidade, o património, os quadros, a interesses alheios.

(PARTE DE TEXTO PUBLICADO EM 16 DE OUTUBRO DE 2009, EM O PROGRESSO DE PAREDES)

Agora percebe-se tudo. As razões para a não publicação nos jornais locais, comprados pelos empresários ex- PSD,  dos programas dos candidatos. As razões para se não ter continuado  a experiência positiva anterior da apresentação dos candidatos em reuniões rotárias. As razões da ausência no único debate público. O dinheiro empregue pelas candidaturas PS, PSD e CDS. A presença estonteante de figuras nacionais patrocinando uma candidatura autárquica. O espectáculo anterior e o presente de dissensões e da compra / venda da alma ao diabo. Isto é um nojo. O PCP e a CDU, E SÓ ELES, TÊM AS MÃOS LIMPAS.

CR  

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