É assim. O executivo
da Câmara Municipal de Penafiel contrata os artistas para a AGRIVAL que decorre
nos finais de Agosto e princípios de Setembro. Dentre esses artistas está um
chamado Tony. E contrata-o por um preço inflacionado, um pouco mais caro do que
o habitual. A Campanha Autárquica do Antonino (PSD/CDS) contratualiza um
espectáculo (de borla para o público) de final de campanha com o referido Tony.
O dia em que fecha o estaleiro das obras sumptuosas de fachada (Sameiro). E acorda
um contrato a custo zero, ou vá lá, a preço reduzido. O cidadão munícipe de
Penafiel paga de forma indirecta a campanha de Antonino, independentemente da
simpatia ou opção por Antonino, ou da simpatia ou gosto por Tony. É assim uma chico-espertice.
Como a de esconder os símbolos do PSD e do CDS dos cartazes das autárquicas. Para
quem não saiba, nos boletins de voto das autárquicas não está a cara do
candidato do PSD, do PS, do CDS ou da CDU. ESTÁ O SIMBOLO DOS PARTIDOS E COLIGAÇÕES.
O legislador decidiu assim que a votação identifica a preferência por uma lista
partidária corporizada por pessoas que se propõem ser eleitas.
Mas os tempos
parafraseando Paulo Portas estão para a dissimulação. O PSD /CDS de Penafiel,
como em outros locais, virou “marca branca”, não vá o eleitorado identificar no
seu Presidente da Junta ou no rosto anafado do candidato que aparece no MUPI o
aliado local de quem lhe rouba o salário, a pensão ou o emprego. Assim o
candidato do PSD /CDS em cada freguesia é “independente” dos Passos Coelho,
Portas e quejandos, quer a sua presença “a milhas” de distância e não lhe quer
ouvir sequer o sussurro.
No final, soma-se os
votos, elege-se a clique do costume e se o resultado fosse menos mau dir-se-ia
que o voto no rosto anafado do candidato que aparece no MUPI era um sinal de
confiança nas políticas governamentais. Arre porra, era demais!
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