e eu pergunto, só por perguntar, como se sentem agora, os enfermeiros, ou trabalhadores das finanças e outros, que alegaram tantas vezes não poder sacrificar um dia de salário, ou dois, em processos reivindicativos específicos ou globais?
e eu pergunto, só por perguntar, como se sentem agora todos os que foram enganados pelos partidos da direita, ou neles militam ou neles confiaram nas candidaturas autárquicas, directa ou indirectamente?
e eu pergunto, só por perguntar, como se sentem todos os que ocupando funções de direcção nos escalões intermediários da administração, servem disciplinadamente orientações que impõem maior período laboral e menor (muito menor) remuneração salarial?
e eu pergunto, só por perguntar, se se ama verdadeiramente quem de nós depende, seja filhos menores, ou ascendente idoso ou incapacitado, ou familiar desempregado, ou se no fundo a imagem no espelho nos basta?
CR

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