O recém designado Presidente da Comissão Europeia
Jean-Claude Juncker admitiu esta segunda feira em Atenas que a situação em
Portugal continua “frágil” e que a
Europa deve permanecer “vigilante”
numa alusão ao caso Banco Espírito Santo.
O primeiro ministro grego Antonis Samaras escutou com aparente desatenção.
Relembrei tempos ainda recentes em que quando se
discutia os deficites orçamentais e as
politicas de austeridade se dizia quase sempre que qualquer comparação entre a
Grécia e Portugal era descabida. “Atenção: Portugal não é a Grécia!”. Em Atenas
reinava o compadrio, o laxismo e a podridão política.
Hoje Samaras poderia dizer com cinismo: “Atenção: os
bancos gregos não são o BES!”.
E o luxemburguês Juncker, o tal que conhece bem
Portugal porque tem vizinhos portugueses no seu País, certamente se lembrará do
Sr. Salgado, com quem certamente se terá encontrado muitas vezes, em Lisboa e
no Luxemburgo, e que “frágil” não
era.
Mas em Lisboa, são todos uns anjinhos de coro. O Sr.
Salgado não terá uma costela grega?
CR
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