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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O DEDO SUJO DO FALCÃO



O senador norte americano John McCain tem um indiscutível currículo e franca notoriedade de falcão.

Em 2011 visitou Benghazi na Líbia. O seu apoio aos rebeldes líbios foi um sinal da participação directa do imperialismo norte-americano no derrube de Kadhafi. E hoje a Líbia é uma nação destruída, corroída pela anarquia e a violência.

Em Maio de 2013 o senador do Arizona fez uma incursão da Turquia para o norte da Síria. Objectivo: apoiar os rebeldes sírios contra o regime de Assad. Deixou-se fotografar em 31 de Maio de 2013 com os seus financiados. Nas fotografias McCain dialoga com um homem vestido de negro, barba escanhoada, mão direita no joelho, que não é outro senão o famoso Abou Bakr Al-Baghdadi, o autoproclamado Califa do Estado Islãmico, depois da queda de Mossoul.  Então até disse: “os rebeldes sírios não são extremistas, conheço-os pessoalmente”. O presente é irónico para tais informações. Alguns dos conhecidos de Mccain andam a crucificar presos, a enterrar vivos mulheres e crianças, a decapitar quem se opõe.  

McCain não age por conta própria. É instrumento da diplomacia dos USA, da facção musculada e violenta dos interesses do imperialismo. Tierry Meyssan chama-lhe o CHEFE DE ORQUESTRA DA "PRIMAVERA ÁRABE" e interlocutor de Ibrahim. A McCain poder-se-ia desejar o destino de algumas das vítimas dos seus idolatrados rebeldes sírios. Mas tal seria  desumano. Quando os americanos e outros ocidentais se sensibilizam com o destino dos Yazidis, deveriam pensar um pouco se os povos não merecerão algo mais do que os poços de petróleo existentes nos espaços onde vivem.


CR 

Nota:
o homem de negro, de barba escanhoada, mão direita no joelho, da fotografia anterior. Ibrahim al-Badri, aliás Abu Du’a, aliás Abou Bakr Al-Baghdadi, aliás Califa Ibrahim, mercenário do príncipe Abdul Rahman al-Faiçal, financiado pela Arábia saudita, pelo Catar e pelos Estados Unidos. Ele pode praticar todos os horrores, que as Convenções de Genebra proíbem os Estados de cometer .

Um cirurgião espanhol dá conta dos massacres de Mossoul. Chama-lhes de "medievais" 

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