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domingo, 9 de janeiro de 2011

Comício do Palácio de Cristal (Porto) -Ambiente








Candidatura de Francisco Lopes
9 de Janeiro de 2010
Palácio de Cristal
Afluência- 5.000 amigos e camaradas

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ARITMÉTICAS FINANCEIRAS - NÃO NOS TOMEM POR PARVOS

BPN
Cavaco afinal vendeu barato (Sol)
Quando Cavaco Silva vendeu as acções por 2,40 euros, o BPN estava a vendê-las por 2,75. Ao contrário do que se pensava, Cavaco podia ter vendido melhor.

.Ah! sim?

Com simplicidade aritmética, embora financeira:

Uma entidade bancária que negociava em “produtos financeiros” teria vendido um dos seus “produtos” a um particular, ao preço de 1 euro; um pouco mais tarde, essa entidade (por ordem assinada pelo seu maior responsável) teria comprado o mesmo “produto” ao mesmo particular a 2,40, quando estaria a vender o “produto” a outros particulares a 2,75.

Estão todos os números dentro do “seio do negócio”.

Mas...

Poderia o particular ter vendido não à entidade bancária a 2,4, mas a particulares a 2,75? Poder talvez pudesse mas, a acontecer, seria uma espécie de “curto-circuito”, e colocaria o particular comprador-vendedor na situação de negociante directo, com os contactos, respectivos encargos e comissões que a entidade bancária tem no exercício dessa actividade… assim muito fracamente remunerada com os 0,35 do diferencial entre o preço a que comprou (2,4) e o preço a que vendeu (2,75), pelo que o valor de 2,4 da compra ressalta excessivo.

Algum negociante de batatas ou electrodomésticos compraria por 2,4, a quem vendera por 1, por ter comprador para as mesmas batatas ou electrodoméstico a 2,75? Ou só o faria não para “enganar” mas para “favorecimento” do primeiro comprador-vendedor?

Há dois diferenciais que são, para mim…suspeitos: o diferencial entre a compra e a venda feita pelo particular (2,4 – 1, igual a 140%), e a escassa margem que o negociante se atribuiu ao comprar a 2,4 para vender a 2,75 (0,35, igual a 14,6%)!

Além do favorecimento imediato, poderia estar em gestação e concretização uma enorme fraude, de que, com ou sem seu conhecimento, o primeiro particular tirava larguíssimo benefício..Não nos tomem por parvos!

E não digo nada – por agora… – sobre o que é muito mais grave: sobre a “saída” encontrada para a enorme fraude, em que o tal comprador-vendedor, em funções presidenciais, foi muito expedito, em cooperação (estratégica) com o executivo, ao ser tomada a decisão de transferir os custos para a população! Como sempre, os custos para todos (embora só alguns os paguem) e os benefícios para raros, e lá entre eles.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

DA OPORTUNIDADE HISTÓRICA DE TER BONS AMIGOS

É verdadeiramente desolador podermos constatar que algures no tempo perdemos uma oportunidade de mudar o nosso destino por não ter os amigos certos ou deles não ter disfrutado certas características.
Cavaco Silva serve de exemplo histórico, confirmando a sua vida uma luminosa via para o sucesso. Cavaco escolheu bem (sempre) os seus amigos.

Cavaco Silva em 2001 adquiriu umas “acções” da SLN, propriedade do BPN. Eram “acções” não cotadas, mas eram “acções” “amigas”. Quem as vendeu, não se sabe em concreto, mas não admira que tenha sido Oliveira Costa ou Dias Loureiro, colaboradores no seu Governo, e administradores na SLN. Não se tratavam propriamente de investimentos de poupança, mas sim de “compromissos de afinidades”.

O BPN era um banco “amigo” do PSD, muito ideologicamente “cavaquista”. E Cavaco Silva permanecia presente / falsamente ausente na cena política. A venda das referidas “acções” com lucros de 140% constitui-se da parte da SLN num “prémio” ao Professor e família. Afinal a solidariedade não se paga sempre com robalos ou com prendas de Natal à Godinho. O “negócio” de “família” dirigida por Oliveira Costa corria bem, e 2003 até parecia um ano em que 3 setas apontavam para o céu.

Os negócios mais tarde descambaram para o torto, surgiram inúmeros buracos, e muitos decidiram transformar o BPN num Belo Pântano de Negociatas. Cavaco fora eleito com o apoio militante dos BPN’s e financiamento substantivo do Banco e via partir alguns dos seus amigos para os off shores e para o submundo. As penitenciárias não tinham certamente instalações para tão notáveis personagens.

Quando os esquemas ruiram, ruiu a farsa da supervisão, o controlo de accionistas e clientes, a confiança do sistema mas Cavaco já lá tinha há muito os 147.500 euros de “agradecimentos” do amigo Oliveira Costa.

Em 3 dias, Governo e Presidente da Republica (o nosso Cavaco Silva) entenderam-se num PREC moderno, um Processo Recuperador do Emprego do Cavaquismo, “nacionalizando” os prejuízos do BPN, mas tentando defender os interesses da Casa –Mãe, a SLN, não lhe tocando no património. Salvou-se um banco insolvente, evitou-se a “falência judicial” onde o cavaquismo e a luso “social democracia” iam em público arder em lume brando.
São instrumentos deste PREC outras almas penadas do cavaquismo, como Faria de Oliveira e Norberto Rosa, agora na gestão da CGD, agora na comissão liquidatária do BPN, agora alegremente na Comissão de Honra da Candidatura de Cavaco. O país acudiu ao dislate e ao roubo, exangue, empobrecendo, definhando. Cada euro de lucro de Cavaco, de outrora, se corporiza em sacrifícios e injustiças.

Como é importante saber escolher amigos!

Cristiano Ribeiro

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

era um redondo embuste


Foi sem surpresa, não isenta de alguma mágoa, que soube que o actual Presidente da Câmara do Redondo era membro da Comissão de Honra da Candidatura de Cavaco Silva. Ele lidera os destinos da Câmara da Vila Alentejana desde 83, até 2005 em listas CDU e depois de ruptura com o PCP, em listas ditas “independentes”.
Alfredo Barroso, como muitos que se perpetuaram no poder autárquico, sem controlo ou capacidade de auto-crítica, decidiu servir-se desse poder em nome de interesses individuais ou de grupo.
E num processo gradual de distanciamento de principios e orientações ideológicas colectivas, afirmou-se como detentor da verdade, único e mais qualificado responsável pela satisfação dos interesses dos Redondenses. Era um tempo em que militava numa patética Renovação Comunista, organização de desiludidos e de personalidades com fome de protagonismo pessoal.
Agora desemboca na Candidatura de Cavaco, de mão dada com toda a direita, num mergulho onde o oportunismo pessoal e de quem o acompanha só merecem (muita) pena e (todo)combate.
O Redondo, terra de cantares e de trabalho, não merece ter um Presidente da Câmara tão lamentável. Os tempos futuros certamente colocarão a gestão Barroso, o da fotografia, numa qualquer latrina.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

BEIRUTE 82

Bruno Carvalho
Blog 5 Dias

Do primeiro debate entre os candidatos presidenciais Francisco Lopes e Fernando Nobre, ficam expressões para a posterioridade. Como nos filmes épicos, há falas que não nos saem da cabeça. Fernando Nobre não teria direito a um papel no Casablanca mas estaria, certamente, no panteão da comédia.
Durante todo o programa, insistiu no carácter independente da sua candidatura. De uma forma arrogante, arremeteu contra tudo o que cheirasse a partidos e tentou mascarar a sua acção política com a sua biografia pessoal. Visivelmente nervoso, não conseguiu esconder o seu apoio a Durão Barroso e à candidatura do PSD à Câmara Municipal de Cascais e a sua simpatia por Mário Soares. Estava lá Francisco Lopes para o recordar.
Como estava lá Francisco Lopes para recordar a sua posição em relação ao Orçamento de Estado e ao Serviço Nacional de Saúde. Mas o que fica mesmo para a história são as respostas de Fernando Nobre. Acusando Francisco Lopes de nunca ter conhecido o sofrimento da guerra, a pobreza extrema e os desastres naturais, dançou entre a Madre Teresa de Calcutá e o Chuck Norris.
Começou com o ter criado dezenas de empregos através das suas organizações sociais chegando a perguntar quantos havia criado Francisco Lopes. Sobre o Serviço Nacional de Saúde assegurou que tinha autoridade para falar porque é médico. Depois vestiu-se de missionário e reivindicou ter abraçado crianças que lhe morreram nos braços. Mas, sem dúvida, uma das melhores foi quando disse: “Eu estive em Beirute em 1982″. Ainda todos esperávamos que despisse a camisola para mostrar as cicatrizes de guerra e a tatuagem Beirute 82 quando reclamou que também sofrera com a ditadura. Nascido numa “província ultramarina”, Fernando Nobre estava a estudar na Bélgica quando se deu a Revolução de Abril. Mas só entrou no País no Verão de 1975, com medo que algo lhe sucedesse por causa do serviço militar. Como só regressou quando começou o princípio do afogamento deste país, ninguém ficou a perceber se, afinal, sofreu com a ditadura ou se sofreu com a revolução.
Questões colaterais à parte, a fala da noite saiu da boca de Francisco Lopes no momento em que a Judite de Sousa não lhe deu o minuto a que tinha direito. Já ia a jornalista lançada para a conclusão do debate e consequentes despedidas quando Francisco Lopes interrompe: “E o meu minuto? Quero o meu minuto”. E porque quem luta sempre alcança, teve o seu minuto.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010