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sexta-feira, 29 de março de 2013

desabamento III

 
A derrocada que teve lugar na Escarpa da Fontainhas, felizmente, por pura sorte, não se transformou numa tragédia, pondo em risco vidas humanas e gravosos danos materiais. No entanto, neste contexto, importa salientar as particulares responsabilidades da coligação PSD/CDS que dirige a Câmara do Porto que, apesar dos alertas e propostas da CDU – Coligação Democrática Unitária, nada fez para impedir um desfecho deste tipo.
Em 23 de Novembro de 2011, a CDU levou a cabo uma visita pública à zona das Fontainhas na qual Pedro Carvalho, Vereador da Câmara do Porto, declarou que “onze anos depois das grandes derrocadas, a Sé continua a ser uma zona abandonada. Apesar das promessas deste executivo da Câmara nada foi feito”. Para o Vereador da CDU “a Câmara devia resolver a situação destas habitações com os senhorios e demolir as que se encontram em ruínas, limpando os respectivos terrenos de lixos e entulhos”.
Neste sentido, na reunião da Câmara que se seguiu, a 29 de Novembro, foi apresentada e aprovada por unanimidade pelo Executivo uma proposta de recomendação da CDU tendo em vista a resolução célere da perigosa situação existente na Escarpa das Fontainhas. Um ano depois da primeira visita no actual mandato, em 25 de Novembro de 2012, perante a inoperância da Câmara, a CDU voltou a realizar uma visita pública às Fontainhas. Nesta iniciativa pode constatar-se que os problemas anteriormente detectados continuavam, no essencial, por resolver. Então, a CDU salientou que “Um dos principais problemas é a situação da escarpa, que ficou abandonada depois das derrocadas ocorridas em 2010, no Bairro da Tapada. Actualmente é um conjunto de ruínas de antigas habitações, onde cresce o mato e constitui um foco de insalubridade e de insegurança.”.
O Vereador da CDU, Pedro Carvalho, sugeriu nesta data que a autarquia procedesse à demolição das casas devolutas e em ruína na escarpa das Fontainhas, com vista à requalificação urbanística daquela zona. Na reunião seguinte da Câmara, a CDU voltou a destacar este assunto e a recordar a proposta de recomendação aprovada um ano antes.
Note-se que na sequência da intervenção da CDU, foram consagradas verbas nos orçamentos de 2012 (750 mil euros) e de 2013 (1,1 milhões de euros) para a requalificação da zona das Fontainhas, sem que a apesar disso algo de substancial tenha ainda sido feito.


desabamento II



O muro da Rua da Rampinha em Lordelo desabou, esmagando o carro de um morador. Segundo o jornal Gazeta de Paços de Ferreira não havia indicios nenhuns de que o muro acabasse por ceder. Funcionários da Junta de Freguesia estavam a limpar a via. O presidente da Junta de Freguesia António Mota revelou que já tinha accionado os mecanismos legais (quais?) no sentido de resolver os problemas.

Explicação para o caso: se não havia sinais de desabamento futuro e se o Mota já tinha accionado os m..., o muro terá desistido.

desabamento I



O incidente aconteceu no passado dia 26 de março, pelas 12h15 minutos na rua de Santo António, em Gandra. Ana Maria Pacheco, a vítima mortal, era natural de Rebordosa, e estaria junto ao terreno que desabou a apanhar lenha.

A mulher de 48 anos residia perto do local do acidente, numa rua paralela à rua de Santo António, e estaria com o marido a recolher pedaços de lenha para usar na sua habitação. Contudo, e devido à forte chuva que caiu nos últimos dias, parte do terreno inclinado começou a desabar, não tendo a vítima conseguido escapar ao deslizamento de terra.

“O terreno é utilizado para descarga de entulho e os camiões vêm muitas vezes despejar restos de madeira e outros materiais nesta zona”, acrescentou uma moradora.

O proprietário do terreno encontrava-se no local do acidente e assegurou que o espaço estaria vedado, mas que os habitantes conseguiam facilmente ter acesso ao terreno.

A vítima residia em Gandra com o marido e 5 dos 10 filhos do casal.

quinta-feira, 28 de março de 2013

A propósito da Sessão Cultural Evocativa do Centenário de Álvaro Cunhal

CARTA ABERTA A UM AMIGO QUE NÃO SOUBE

Fizeste-me falta, pá! Não por mim, que lá estive, mas por ti que não soubeste…Eu sei da felicidade que retiras destas coisas e da partilha que dela fazes. Foi isso que me fez falta: a tua felicidade.
Sabes como a malta é, pusemos a mesa com microfones e tudo, chamámos os jornais, chamámos as rádios, chamámos as televisões… Só para te avisar, pá.
Era a forma mais expedita que tínhamos à mão, e gostávamos tanto de te ter por perto. Mas não, a coisa não saiu, ou saiu envergonhadamente.Sinais destes  tempos  sem vergonha.
Depois o Álvaro nãoétipo que se ignore e o número era redondo–o centenário  – mas mesmo assim tu ficaste sem saber.
Tiraram-te esse direito.Foi tão bonita a festa, pá.
Lembras-te daquela tirada do Álvaro que começa assim: «Arte é liberdade. É imaginação, é fantasia, é descoberta e é sonho. É criação e recriação da beleza pelo ser humano e não apenas imitação da beleza que o ser humanoconsidera descobrir na realidade que o cerca»? Lembras-te? Foi o nosso guião. Foi o guião dos músicos, dos cantores e dos actores que passaram pelopalco. A melhor maneira de comemorar a liberdade é exercê-la e, como tusabes, pá, evocar o Álvaro é projectá-la para os dias que hão-de vir, para as liberdades que hão-de vir. E são tantas, amigo, e são tantas as liberdades que nos faltam…
O Álvaro teve a casa cheia, pelas costuras. Tu sabes como a malta é, abrimos as portas de casa para que alguém te fizesse chegar uma pequena luz do que lá se passou. Mas, enfim, foi o costume: tiraram-te esse direito. Fizeste-me falta, pá. Mas ainda te vou ver a sorrir. Temos uma prenda para ti: filmámos tudo. E assim damos um outro sentido à falta que me fizeste.
É que, como diz o Palma, “enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar, a gente vai continuar”.Um abraço, pá. E até já!

Fernanda       Lapa
Joana   Manuel
João  Monge
Luísa Ortigoso
Rita Lello
Samuel Quedas
Tavares   Marques
Zeca Medeiros

quarta-feira, 27 de março de 2013

novo medicamento

Vou dormir embalado com a palavra "narrativa"proferida 48 vezes por José Sócrates. O homem, vê-se, estudou filosofia em Paris. E é melhor que o Zolpidem para as insónias. Experimentem, repetir:

Narrativa
Narrativa
Narrativa
narrativ
narrati
narra...
na..
...
...
Zzz...Zzz...

Se não conseguirem, alternem com uma intervenção de Gaspar. Super-eficaz.

NOVE ANOS DEPOIS

 Foi há 9 anos que a Direcção da Organização Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP emitiu um comunicado alertando para a intenção de pagamento de estacionamento no parque exterior do Hospital Padre Américo – Vale do Sousa (ver em Gazeta de Paços de Ferreira de 21 de outubro de 2004, Imediato  de 15 de outubro de 2004), Era então director  do Hospital o Dr. Pereira Magalhães, uma administração de influência PSD/CDS. A medida foi travada pelo clamor surgido.

Passada quase uma década, uma nova administração, agora nomeada pelo PS /Sócrates, decidiu concessionar por catorze anos o parque de estacionamento, cobrando tarifas de 6,70 euros por 24 horas em 2 áreas (465 lugares). Estão isentos de estacionamento pago os trabalhadores do Hospital, os chamados “colaboradores”. A concessão foi uma proposta do vogal do CA daquele hospital, Paulo Sérgio Barbosa, em Maio de 2012. Este vogal, igualmente vereador socialista na Câmara Municipal de Paços de Ferreira, integrou igualmente o júri de 3 elementos que escolheu a empresa á qual foi adjudicada a concessão do estacionamento. Agora a poucos dias do mandato do actual CA terminar, implementa-se esta medida, obrigando a pagar o acesso a cuidados de saúde numa unidade com deficientes (e em período nocturno, ausentes) transportes públicos.  É um atentado grave aos interesses de utentes e seus familiares, desencadeado por uma Administração em estado de agonia final e obtida com o beneplácito da hierarquia.

Importa também ver qual a reacção dos autarcas, do Vale do Sousa e Baixo Tâmega, actuais e candidatos futuros, a sua sensibilidade em afrontar ou não tão prejudicial medida por parte de uma EPE (Entidade Pública Empresarial) que deveria estar ao serviço da população.

CR