
O Ministro da Administração Interna romeno, Vasile Blaga, anunciou hoje a sua demissão, três dias depois de uma manifestação "ilegal" de 5000 polícias que proferiram palavras de ordem contra o Presidente Traian Basescu.
"Esta manhã, apresentei a minha demissão. Trata-se de uma questão de honra", afirmou Blaga, em conferência de imprensa.
Na sexta feira, 5000 polícias protestaram contra uma redução de 25 por cento dos seus salários, no âmbito de um programa de austeridade aprovado em Julho.
Depois de se concentrarem em frente ao edifício do Governo, protesto para o qual tinham obtido autorização, os polícias rumaram até ao palácio presidencial, onde exigiram a demissão de Basescu.
Adrian Sobaru trabalha como engenheiro electricista na TVR, o equivalente romeno da RTP, e aproveitou o discurso do primeiro-ministro para se atirar das galerias do Parlamento, de uma altura de sete metros. Ficou com vários traumatismos e fracturas em todo o corpo, mas à partida não corre risco de vida. Ele pretendia protestar contra o corte de apoios sociais a um filho autista e contra as medidas de austeridade no país. Quando saltou, Sobaru tinha uma t-shirt onde podia ler-se "vocês mataram o futuro dos nossos filhos".
O Parlamento romeno interrompeu os trabalhos durante uma hora. Na altura de recomeçar a sessão parlamentar, os deputados da oposição - ainda a digerir o incidente - não quiseram marcar presença.
Já Emil Boc, o primeiro-ministro, acabou por lamentar o sucedido e disse que compreendia as dificuldades "que os romenos enfrentam neste período de crise".
Uma associação romena que se opõe a um projeto de uma mina de ouro canadiana pediu à Comissão Nacional de Arqueologia para proteger um vasto sítio romano que consideram ameaçado pela mina, de acordo com um comunicado divulgado hoje.
A empresa Rosia Montana Gold Corporation (RMGC), que é controlada em mais de 80 por cento pela sociedade canadiana Gabriel Resources, apresentou recentemente no Ministério da Cultura romeno um novo pedido de autorização arqueológica para explorar a céu aberto o ouro contido nas minas romanas de Monte Camic, na aldeia de Rosia Montana (Oeste). Um pedido idêntico aprovado em 2004 foi anulado por acórdão do tribunal de recurso, porque "iniciar uma actividade de mineração na área levaria à alteração dos vestígios arqueológicos protegidos".
A entrada da Bulgária e da Roménia no espaço Schengen no próximo ano pode ficar comprometida por uma decisão conjunta da França e da Alemanha. Os ministros do Interior francês e alemão, Brice Hortefeux e Thomas de Maiziere, enviaram ontem uma carta à Comissão Europeia, onde dizem considerar "prematura" a entrada dos dois países da Europa de Leste, que integraram a União Europeia em 2007, no espaço europeu de livre circulação, uma hipótese anteriormente levantada. A aprovação da entrada dos dois países no espaço Schengen tem de contar com o voto unânime dos 27 estados-membros.
A razão apontada pelos dois ministros passa pela falta de controlo romeno e búlgaro na luta contra a corrupção e o crime organizado. Ambos os países são instáveis em termos políticos e judiciais. O porta-voz da CE diz que esta "não tem poder de decisão na questão", que será discutida pelos 25 em Janeiro, depois da divulgação de um relatório de um grupo de analistas que se deslocou aos dois países. Já em Agosto, França tinha mostrado que vetaria a entrada romena no espaço caso Bucareste não tivesse mão firme no fluxo ilegal de romenos para a Europa. Nicolas Sarkozy decidiu, no Verão, repatriar milhares de romenos de etnia cigana.
O espaço Schengen é o resultado de um acordo assinado em Schengen, Luxemburgo, em 1985, que permite aos cidadãos dos países membros - 22 dos 27 países da UE, acrescidos da Noruega, Suíça e Islândia - circularem livremente, sem a necessidade de visto ou passaporte. O presidente da Roménia, Traian Basescu, classificou a decisão como "discriminação contra a Roménia", através de um comunicado, onde alega que no último Concelho Europeu mostrou que o país "está tecnicamente preparado" para integrar o espaço Schengen e que, apesar da introdução de novas condições, à data da entrada - se fosse aprovada -, a Roménia "pode satisfazer todas as condições". O secretário de Estado dos Assuntos Europeus em Paris, Laurent Wauquiez, porém, diz ao jornal romeno "Adevarul" que, apesar do tom com que a carta foi recebida em Bucareste, "a mensagem francesa é simples: a porta não está fechada à Roménia e à Bulgária, mas é necessário respeitar alguns critérios simples. O primeiro critério é que as nossas fronteiras se mantenham seguras". A Bulgária não respondeu à decisão franco-alemã.Nem Berlim ou Paris têm visto com bons olhos a livre circulação de cidadãos romenos e búlgaros no espaço europeu. Em Agosto, França deu início a um polémico processo de desmantelamento de acampamentos ilegais e de repatriamentos, principalmente de ciganos romenos e búlgaros em situação irregular no país. Mais de um milhar de pessoas foi enviada de volta aos países de origem. Berlim, simultaneamente, expulsou ciganos de volta para o Kosovo, de onde tinham fugido durante o conflito dos Balcãs. Muitos deles estavam fixados na Alemanha há mais de 15 anos.
O governo da Roménia está atolado na recessão e recentemente reduziu os salários do sector público em um quarto. Os impostos sobre vendas foram aumentados de 19 a 24%. O declínio de sua economia é esperado em 2% neste ano, depois de ter contraido 7,1% em 2009. Os cortes irritaram muitos romenos.
O espaço Schengen é o resultado de um acordo assinado em Schengen, Luxemburgo, em 1985, que permite aos cidadãos dos países membros - 22 dos 27 países da UE, acrescidos da Noruega, Suíça e Islândia - circularem livremente, sem a necessidade de visto ou passaporte. O presidente da Roménia, Traian Basescu, classificou a decisão como "discriminação contra a Roménia", através de um comunicado, onde alega que no último Concelho Europeu mostrou que o país "está tecnicamente preparado" para integrar o espaço Schengen e que, apesar da introdução de novas condições, à data da entrada - se fosse aprovada -, a Roménia "pode satisfazer todas as condições". O secretário de Estado dos Assuntos Europeus em Paris, Laurent Wauquiez, porém, diz ao jornal romeno "Adevarul" que, apesar do tom com que a carta foi recebida em Bucareste, "a mensagem francesa é simples: a porta não está fechada à Roménia e à Bulgária, mas é necessário respeitar alguns critérios simples. O primeiro critério é que as nossas fronteiras se mantenham seguras". A Bulgária não respondeu à decisão franco-alemã.Nem Berlim ou Paris têm visto com bons olhos a livre circulação de cidadãos romenos e búlgaros no espaço europeu. Em Agosto, França deu início a um polémico processo de desmantelamento de acampamentos ilegais e de repatriamentos, principalmente de ciganos romenos e búlgaros em situação irregular no país. Mais de um milhar de pessoas foi enviada de volta aos países de origem. Berlim, simultaneamente, expulsou ciganos de volta para o Kosovo, de onde tinham fugido durante o conflito dos Balcãs. Muitos deles estavam fixados na Alemanha há mais de 15 anos.
O governo da Roménia está atolado na recessão e recentemente reduziu os salários do sector público em um quarto. Os impostos sobre vendas foram aumentados de 19 a 24%. O declínio de sua economia é esperado em 2% neste ano, depois de ter contraido 7,1% em 2009. Os cortes irritaram muitos romenos.
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