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sábado, 3 de março de 2012

os direitos humanos versão "ocidental"



Um revoltante vídeo apareceu na Internet mostrando os chamados rebeldes líbios torturando um grupo de africanos negros. Gente com as mãos atadas é mostrada dentro de uma gaiola estilo zoo e alegadamente são forçados a comer a antiga bandeira da Líbia.

“Come a bandeira, cão. Resigna-te cão, resigna-te. Deus é grande,” grita uma voz em off no vídeo carregado no YouTube na última semana.

Os torturadores aparecem também fazendo o grupo de prisioneiros africanos negros permanecer de pé com bocados de pano verde nas bocas e aparentemente forçando-os a começar a saltar.
Pessoas aparecem de pé fora da gaiola olhando a atrocidade.

Depois da morte de Muammar Gaddafi, centenas de trabalhadores migrantes dos estados vizinhos foram feitos prisioneiros por combatentes aliados ás novas autoridades interinas.
Eles acusaram os africanos negros de serem mercenários dos últimos dirigentes.

No curso da luta para destituir Gaddafi no último ano, migrantes africanos subsarianos e refugiados “tornaram-se alvo de estigma, discriminação e violência,” disse a Amnistia Internacional no último mês.

“No início da crise, havia uma imensamente exagerada propaganda que teve a larga contribuição do Conselho Nacional de Transição” disse Donatella Rovera, responsável máximo da Amnistia pela crise.

Alguns africanos negros conseguiram fugir para os vizinhos Mali e Níger, mas mais de 5.000 foram presos. Eles enfrentaram execuções em massa, agressões e mortes por vingança, de acordo com notícia da Al Jazeera publicada em Setembro.

Antes do levantamento líbio irromper, o país integrava cerca de um milhão de trabalhadores africanos negros, muitos dos quais empregados em serviços domésticos, construção, recolha de lixo e outros empregos de baixa remuneração.

Human Rights Investigations (HRI) suspeita que os rebeldes líbios procederam a limpeza étnica da população negra do país, particularmente na cidade de Tawergha.”

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