Ahed Tamimi é uma adolescente palestiniana
de 16 anos presa por soldados israelitas no dia 19 de Dezembro por ter sido
filmada a tentar dar um estalo num soldado, ao querer expulsá-lo do seu quintal.
Aguarda-a um tribunal militar criado para
julgar os palestinianos que se opõem àquilo que consideram ser a ocupação das
suas terras, de forma ilegal, por parte de Israel. A acusação é de 12 crimes,
entre eles violência contra um soldado israelita, obstrução à autoridade e
distúrbio da ordem pública. Ahed é um rosto com o qual toda a gente pode
simpatizar, a imagem de uma adolescente, da vila de Nabi Saleh, sem qualquer
arma na mão, a tentar bater num soldado que tem mais meio metro de altura que
ela.
Ahed é menor.
Ahed é uma das 300 crianças atualmente atrás das grades impostas por Israel. O
pai Bassem desde 2009, organiza os protestos semanais que, todas as
sextas-feiras, saem da vila de Nabi Saleh em direcção a uma nascente de água
que até 2008 tinha servido a vila mas que agora serve o colonato judaico de Halamish,
construído em 1977.
A decisão de Donald
Trump em designar Jerusalém como capital veio fortalecer a irracionalidade e intransigência
dos políticos israelitas que se sentem impunes nas arbitrariedades das suas
práticas racistas. Uma adolescente por si só ridiculariza o estado hebraico, a
sua política de guerra e de terra queimada, a opressão de um povo, a prisão de
6.000 palestinianos. Ahed representa uma ideia, a Liberdade.
CR


Sem comentários:
Enviar um comentário