Há pouco
tempo alguns ideólogos do patronato reacionário português a propósito da Autoeuropa
falaram muito do “modelo alemão” de liderança, de funcionamento das empresas
alemãs, da organização dos horários de trabalho e de competividade aplicada tanto
no interior do País como no exterior. Quase nos faziam crer que o trabalhador
alemão era solidário com formas extremas de sua própria exploração e que por
isso deveria ser imitado.
Sabemos hoje
que patrões das principais empresas alemães e o mais forte sindicato alemão
puseram fim a um braço-de-ferro laboral, com greves e negociações permanentes, com
um acordo que prevê uma jornada laboral de 28 horas semanais para quem tem filhos menores, familiares doentes ou idosos,
um aumento salarial de 4,3% e participação nos lucros das empresas.
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