A reportagem da TVI “Viver na Coreia”
de Paulo Salvador ilustra uma grave contradição. Na 11.ª economia mundial em cada hora haverá 40 pessoas que desistem
de viver. Um número impressionante. 350.000
pessoas por ano. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o país tem a
segunda maior taxa de suicídios no mundo (superado apenas pela Guiana).
O grupo social que mais concentra casos de suicídio, em
comparação com outros países do mundo desenvolvido, são os idosos. A
prevalência de suicídio entre os idosos sul-coreanos dar-se-á devido à generalizada pobreza entre esta faixa
etária na Coreia do Sul, com quase metade da população idosa do país abaixo
da linha de pobreza. Combinada com um mal-financiada rede de segurança social
para os idosos, isso resulta em diversos casos registrados de suicídios e
tentativas de suicídio entre a terceira idade. Os motivos são bastante
variados, destacando-se a visão subjetiva de que estes são "um fardo financeiro para as suas famílias", uma vez que
a velha estrutura social onde os mais novos cuidam dos mais velhos praticamente
desapareceu no século XXI. Como resultado, pessoas que vivem em áreas rurais
tendem a ter taxas de suicídio mais elevada. A competição desenfreada de uma
estrutura económica e social capitalista coloca na prateleira os velhos, os
doentes, e parte de uma juventude sem perspectiva de futuro.
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