Há Câmaras Municipais em ruptura financeira. São 24 e estão a ser monitorizadas pela Direcção Geral das Autarquias Locais e pela Troika estrangeira. O caso mais dramático é Fornos de Algodres (distrito da Guarda), liderada pelo PSD, com taxa de endividamento de 547% das receitas efectivas deste ano. Segue-se uma longa lista: Vila Franca do Campo (PS), Seia (PS), Mondim de Basto (PS), Aveiro (PSD/CDS), Valongo (PSD), Gondomar (independentes/PSD), Trofa (PS), Vila Nova de Poiares (PSD), Alandroal (Independentes), Reguengos de Monsaraz (PS), Alfândega da Fé (PS), Penamacor (PS), Celorico da Beira (PS), Madalena (PSD), Tábua (PS), Nelas (PSD), Tarouca (PS), Tabuaço (PS), Alijó (PS), Nazaré (PSD), Montemor-o-Velho (PSD), Mourão (PS), Santa Comba Dão (PSD).
A notícia do JN não identificava as Câmaras pela sua liderança política. Assinale-se assim que a grande maioria das Câmaras em causa são do Norte e Centro, são lideradas pelo PS, pelo PSD e pelo CDS (em coligação). Alguns dos autarcas-Presidentes são considerados “dinossauros do poder Local”: Gondomar, Reguengos de Monsaraz e Vila Nova de Poiares.
As autarquias CDU não se encontram nas 24 Câmaras mais endividadas. Todos iguais ou alguns bem diferentes?
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