
Henrique, o muderno...

Certamente pela enésima e infelizmente não última vez, ouvi ontem uma criatura de nome Henrique Monteiro (ao que me dizem licenciado em Jornalismo, ex esquerdista convertido ao neoliberalismo pragmático e residente nas páginas do Jornal Expresso) dizer, entre outras parvoíces e superficialidades, que o PCP está a envelhecer...e já há muitos anos. A tertúlia, onde perora esta ave mediática, não contestou este disparate, entretida com a espuma da politica portuguesa. Não percebe o “jovem” Monteiro que todos (e só) os organismos VIVOS envelhecem, e adquirem naturalmente anos de existência, sabedoria e experiência com o decorrer do tempo. É a lei da vida. Para o PCP também.
Todos? Todos, não! Monteiro por exemplo não envelhece, fossiliza. O Jornal em que trabalha Monteiro não envelhece, amarelece. As ideias de Monteiro sobre o PCP embolorecem, já que possuem a frescura e a actualidade de compêndio médico-cirúrgico do século XIX.
A "modernidade" de Monteiro é outra. É a que se traduz numa profunda irritação para os que lutam pela sua terra, pelos seus interesses, pela coesão social e territorial, pelo futuro das gerações mais novas. Daí os "joguinhos" politicos, a discriminação, a injúria, o silenciamento. Daí o preconceito, o salazarismo bafiento da voz ao serviço do dono. Daí a “independência” e a “modernidade” de Monteiro e quejandos.
O PCP está no outro lado da barricada da “modernidade”! O PCP num fim-de-semana sem igual comemora o seu aniversário, mobiliza autarcas e muitos milhares de cidadãos para uma manifestação nacional em defesa de freguesias, mobiliza jovens para uma manifestação nacional em defesa dos seus direitos, assegura iniciativas de utentes em defesa do SNS e de serviços públicos. Há um PCP suficientemente jovem, activo e atrativo para irritar Monteiro.
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